R$ 50 milhões por ano,
medidos em litros.
Uma operadora rodoviária sabia exatamente quantos litros de diesel consumia. Não sabia quanto isso custava em reais, nem onde o dinheiro estava escapando. Reconstruímos três anos de operação para responder — antes de propor automatizar qualquer coisa.
O contexto
Operadora de transporte rodoviário de passageiros, recorte numa única garagem com cerca de 370 veículos. Frota madura, rotas de concessão, custo de combustível dominando a planilha — e uma suspeita, nunca quantificada, de que havia dinheiro escapando em manutenção e condução.
A pergunta que importava
A operação perguntava "qual telemetria devo comprar?". A pergunta certa era anterior: quanto custa hoje, em reais, aquilo que a telemetria promete reduzir? Sem esse número, qualquer proposta de fornecedor é indefensável — para aprovar e para recusar.
Como chegamos no número
A operação entregou o que tinha: 5.083 arquivos de controle — planilhas de abastecimento, quilometragem por veículo, orçamentos, laudos de oficina. Nada disso estava consolidado.
- Consumo: controle diário de tanque, por garagem, reconstruído mês a mês para 2023, 2024 e 2025.
- Quilometragem: por veículo, cruzada com o consumo para chegar à eficiência real em km por litro.
- Quebras: 590 laudos de manutenção classificados e ranqueados por componente.
- Avarias: lançamentos de sinistro e dano, ano a ano.
- Contexto público: normas do regulador estadual e as regras de concessão que limitam o que a operação pode mudar sozinha.
O que o número mostrou
A eficiência variou pouco entre os meses — de 2,90 a 3,26 km/L, concentrada perto de 2,9. Essa estabilidade é um bom sinal sobre a qualidade do dado: frota grande não oscila sem mudança operacional relevante. O número é confiável o bastante para decidir em cima dele.
O que está em jogo — e o que não prometemos
Fornecedores de telemetria relatam de 15% a 25% de economia de diesel no primeiro ano com score de condução. Com a linha de base real em mãos, dá para traduzir isso em reais:
| Cenário | Economia anual, só de diesel |
|---|---|
| Cético — 5% | ~R$ 2,5 milhões |
| Piso declarado pelos fornecedores — 15% | ~R$ 7,6 milhões |
| Teto declarado pelos fornecedores — 25% | ~R$ 12,7 milhões |
Isso é potencial, não promessa. Os percentuais são dos fornecedores, não nossos, e só valem depois de validados num piloto. O que o diagnóstico garante é o denominador: o gasto atual. E é o denominador que sustenta a decisão — mesmo o cenário cético paga um projeto de telemetria com folga.
O que foi entregue
- Diagnóstico quantitativo com a linha de base de consumo, eficiência, quebras e avarias.
- Ranking de falhas por componente, a partir dos 590 laudos.
- Avaliação do sistema de rastreamento já contratado pela operação — o que ele já permitiria fazer sem comprar nada novo.
- Análise regulatória do que a concessão permite alterar.
- Proposta comercial e técnica, com plano de implantação por fases.
O que ainda não sabemos
Um diagnóstico honesto declara os próprios buracos:
- O preço real do diesel. O controle registra litros, não reais. A cifra usa proxy de mercado — uma única nota fiscal de abastecimento substituiria a estimativa por dado.
- Quilometragem incompleta. Alguns meses do período não têm arquivo. A eficiência foi calculada sobre os meses com cobertura nos dois lados.
- Qual fração do potencial é alcançável aqui. Só um piloto responde — e é por isso que a proposta começa por ele, não pela frota inteira.
A sua operação sabe o que gasta, em reais?
Quase nenhuma sabe, no nível do processo. Trinta minutos, sem apresentação de vendas, e você sai com uma estimativa do custo atual e a ordem de grandeza do retorno.